A falta de conhecimento entre os profissionais de saúde é a principal barreira clínica. Muitas pessoas com cefaleias não são diagnosticadas nem tratadas. Em muitos países, medicamentos como o sumatriptano para enxaqueca não estão disponíveis.
O desconhecimento sobre o assunto se estende ao público em geral. As cefaleias não são percebidas como graves pela população, visto que são, em sua maioria, episódicas, não causam morte e não são contagiosas. As baixas taxas de consulta médica em países desenvolvidos podem indicar que muitas pessoas afetadas desconhecem a existência de tratamentos eficazes. Estima-se que metade das pessoas com cefaleias se automedique.
Muitos governos, buscando conter os custos da saúde, não reconhecem o impacto substancial da cefaleia na sociedade. Podem não perceber que os custos diretos do tratamento da cefaleia são pequenos em comparação com a enorme economia indireta que poderia ser obtida (por exemplo, reduzindo os dias de trabalho perdidos) se os recursos fossem alocados para o tratamento adequado dessas condições.
Resposta da OMS – Esses fardos evidentes exigem ação. A OMS reconhece isso e estabelece parcerias com diversas organizações não governamentais para lidar com a dor de cabeça. A OMS publicou oAtlas de cefaleias em 2011, descrevendo o impacto dessas doenças e os recursos disponíveis para reduzi-lo.
Em maio de 2022, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou oPlano de ação global intersetorial sobre epilepsia e outras doenças neurológicas 2022–2031 . O plano de ação aborda os desafios e as lacunas na prestação de cuidados e serviços para pessoas com epilepsia e outras doenças neurológicas, como cefaleias, que existem em todo o mundo, e garante uma resposta abrangente e coordenada entre os setores. Isso inclui elevar a priorização de políticas e fortalecer a governança, fornecer diagnóstico, tratamento e cuidados eficazes, oportunos e responsivos, implementar estratégias de promoção e prevenção, fomentar a pesquisa e a inovação e fortalecer os sistemas de informação.